Mordidas: como lidar com essa fase da criança?

Elas fazem parte do desenvolvimento da criança, mas podem ser evitadas. Descubra como agir para que as mordidas não sejam frequentes na infância

Morder um amiguinho que está muito perto ou um adulto que não atendeu suas vontades. Esses episódios não são incomuns na primeira infância, quando a criança ainda não começou a falar e não sabe bem como expressar suas emoções. Mas, para evitar que as mordidas se tornem frequentes, é preciso agir desde cedo. Isso é o que diz uma publicação da organização sem fins lucrativos Zero to Three, que lista algumas medidas para auxiliar os pais nessa fase. Confira:
Mordidas como lidar com essa fase da criança
Entenda por que as mordidas estão acontecendo
Observe o comportamento de seu filho, principalmente perto de outras crianças. Veja se ele está mordendo para demonstrar irritação, cansaço ou até mesmo por sentir seu espaço invadido. Assim, fica mais fácil evitar que se repita.

Não seja agressivo
A publicação aponta que punições severas não ajudam a diminuir as mordidas. Ao invés disso, tente conversar com calma, sem deixar de ser firme.

Repita que mordidas doem
Sempre que os episódios acontecerem, lembre que morder não é permitido. Quando a mordida for em outra criança, faça seu filho pensar em como ela está se sentindo.

Distraia a criança
Caso note que seu filho está prestes a morder alguém, tente chamar sua atenção para algum objeto. Brinquedos são muito úteis nesses momentos.

As mordidas funcionam também como uma forma de experimentação e de desafio para crianças nessa fase, por isso lembre-se sempre de demonstrar limites para os pequenos. Além disso, ajude seu filho a expressar emoções de maneiras diferentes. A organização Zero to Three sugere ensiná-lo a dizer “não” em episódios em que outras crianças se aproximem demais ou toquem seu cabelo, por exemplo.

Bibliografia: Por que crianças mordem? Radar da Primeira Infância. 2014. Disponível em: radardaprimeirainfancia.org.br

Toddlers and biting: finding the right response. Zero to Three. 2016. Disponível em: zerotothree.org