Ensine seu filho a gostar de ler desde bebê

Você sabia que é possível estimular o gosto pela leitura ainda nos primeiros meses de vida da criança?

Ter bons leitores em casa é um desejo bastante comum entre os pais. O que nem todos eles sabem é que a família tem um papel de destaque nos hábitos de leitura das crianças. Isso é o que aponta a cartilha realizada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) em 2015. De acordo com o material, pais e cuidadores podem influenciar a forma como os mais novos se relacionam com os livros, fazendo com que gostem de ler desde bebê.

estimule as crianças a gostar de ler desde bebê

A influência que recebe dos cuidadores está ligada à plasticidade do cérebro da criança nos primeiros 1000 dias. Nessa fase, o cérebro está mais propício a aprender e absorver conhecimentos das experiências vividas na infância. Segundo a cartilha, é por isso que os estímulos que o bebê recebe são essenciais para suas habilidades sociais e intelectuais.

A leitura pode ser uma grande aliada nesse momento. Os especialistas apontam que ler livros para bebês é uma das formas de estimular o desenvolvimento cognitivo, mesmo nos primeiros meses de vida. A leitura dos pais ainda ajuda a criança a adquirir o hábito de ler e ouvir histórias no futuro.

A indicação da cartilha é separar um momento do dia especialmente para a leitura. Contar pequenas histórias todos os dias, deixando que a criança veja imagens e manipule o livro se desejar, ajuda que ela se interesse cada vez mais por esse objeto desafiador.

O contato com os livros desde cedo também é essencial para a comunicação. As narrativas contadas por pais e cuidadores ajudam o desenvolvimento da linguagem oral do bebê e são importantes para a atenção, a concentração, o vocabulário, a memória e o raciocínio. Além disso, a leitura ainda tem influência positiva na curiosidade, na imaginação e na criatividade da criança.

Bibliografia: Receite um livro: fortalecendo o desenvolvimento e o vínculo: a importância de recomendar a leitura para crianças de 0 a 6 anos. Sociedade Brasileira de Pediatria. 2015